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Ela está com 1 ano e 10 mes, só dorme mamando, não chupa chupeta e nem mamadeira! acorda um monte de vzs a noite e só para de chorar se mamar, e para dormir é bem complicado!!! mamães que já passaram por isso me ajudem!!
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Todos já vimos a cena clássica em shoppings e supermercados: uma criança chorando, gritando e esperneando, se jogando no chão e pedindo algum brinquedo ou produto, e os pais, entre surpresos e desconcertados, não sabendo contornar a situação. Ou ignoram, e passam por negligentes que não sabem educar, ou tentam conter a criança, e as pessoas lhe dedicam olhares desaprovadores, por estarem sendo muito duros com o próprio filho. Quem tem filhos pequenos fica imaginando o que fará quando chegar a sua vez, ou torce para que nunca aconteça. A situação é constrangedora, e mais comum do que se imagina. Antes de pensarmos na melhor maneira de contorná-la ou eliminá-la de vez de nossa vida familiar, vamos tentar conhecer porque estas cenas ocorrem.
A pergunta que podemos fazer é o que aconteceu com nosso bebezinho risonho, dependente de colo e afeto para tudo? Porque as crianças fazem estas cenas? A boa notícia é que ele está crescendo, adquirindo cada vez mais independência e autonomia. A má notícia, é que por ser ainda uma criança pequena, ele não tem ainda maturidade para estas conquistas acontecerem sem crises emocionais ou de comportamento. Pode-se dizer que é uma prévia do que teremos de enfrentar na adolescência, daqui a alguns anos.
OS TERRÍVEIS DOIS ANOS
Mais ou menos aos dois anos de idade, a criança percebe a si mesma como um ser de vontades e desejos, que passa a se interessar por coisas diferentes do que fazia até então. É também nesta fase que maioria das crianças consegue deixar as fraldas, um marco muito importante na conquista de sua independência. Ela domina os movimentos de seu corpo, sua linguagem está a cada da mais desenvolvida, suas relações sócio-afetivas estão se expandindo para fora de seu círculo familiar. Enfim, está pronta para conquistar o mundo. Não é mais um bebezinho, é uma criança grande, com vontades que se voltam para o mundo exterior. Ela quer muitas coisas, como fazer só o que tem vontade, na hora que quiser, quer deixar tudo espalhado pela casa, que todos os brinquedos que estão na loja, e todos os “não” que ouvir serão encarados como uma barreira às suas vontades e necessidade de autonomia. O que ela faz? Reage às sanções da forma que vem utilizando desde que nasceu, com o método que conhece e que vinha funcionando até agora: choro e gritos. Ou recorre aos tapas e puxões, respostas imaturas ao que lhe contraria. Bem vindos aos chamados “terríveis dois anos”.
Claro que esta idade é um referencial, e varia dependendo da realidade de cada família, mas certamente este comportamento acontecerá até os três anos, com maior ou menor intensidade. É a fase da teimosia, das birras e quando as palavras que mais ouviremos de nossos filhos é “não” ou “não quero”. O mais importante é saber que é uma fase normal, apesar de difícil, e indica que nossa criança está crescendo adequadamente. O papel dos pais neste momento é auxiliar a criança a se controlar, mostrando aos poucos as censuras sociais, as regras de convivência, e mostra a ela a dura realidade de que na vida não podemos fazer tudo o que queremos o tempo todo. Aos poucos, a criança vai internalizando estes conceitos, compreendendo que é necessário respeitar limites, as vontades das outras pessoas, e suas necessidades. Ela precisa entender que não temos somente direitos, mas também muitos deveres no mundo.
O QUE FAZER?
• Nesta etapa, o que podemos chamar de educação social, ou educação para a vida, se intensifica. A família não pode ficar sem tomar atitudes, assustada com as reações agressivas da criança, ou achando bonito ele ter “personalidade forte”. É o momento de educar esta criança para a vida no mundo, e se não for feito agora, no futuro ela certamente terá muitas frustração, pois o mundo mostrará que ela está errada;
• Firmeza e consistência nas decisões: “não” é “não”. Claro que o que for possível, deve ser negociado, pois é este conceito que tentamos desenvolver com a criança, e não somente o não pelo não. E os adultos devem estar de acordo entre si, para não confundir a criança, ou passe a manipular os adultos, recorrendo ao pai quando a mãe diz Não, e vice versa.
• Para o momento da birra e teimosia, ou da crise séria, com direito a choro, gritos e a criança rolando pelo chão, existem algumas técnicas. As mais comuns, e que funcionam bastante:
- segurar a criança no colo, e retira-la do local, sem maiores conversas. No auge da crise, a criança está descontrolada e não vai negociar. Quando estiver fora do local, explicar, olhando para a criança e calmamente, que este comportamento não pode ser aceito em nenhum lugar, e que terá uma conseqüência, como não voltar mais ali. Se a promessa for cumprida, o fato não se repetirá;
- distrair a criança: na hora da teimosia, ou quando a situação está evoluindo para uma crise, tentar mostrar algo interessante, um brinquedo, um objeto, ou qualquer coisa próxima. Geralmente, o choro passa.
- se a criança não estiver descontrolada, e conseguir escutar, basta ficar em sua altura, e lhe dizer com firmeza que aquele não é o momento de fazer o que ela quer, ou que naquela hora, o adulto não pode atendê-la, e seguir o que estão fazendo, chamando sua atenção para coisas que ela pode fazer, como colocar as compras no carrinho, escolher produtos que pode levar, etc.
- sempre que possível, oferecer alternativas: “agora, aqui, o que você pode fazer (levar, escolher…) é isso ou aquilo. Com a criança tendo menos opções, e podendo participar, a crise é facilmente controlada.
• Lembre-se de que tudo acontece nesta fase porque a criança tem necessidade de ser e fazer, participar do mundo e suas ofertas. Possibilite situações em que ela possa fazer isso, sentindo-se importante e autônoma. Auxilie, e tente não tolher seu crescimento. Ela não é mais um bebezinho. E sim, é triste, mas faz parte da vida: começamos nesta hora a educar nossos filhos para o mundo, e não somente para nós.
• Não deixe que a opinião de pessoas desconhecidas lhe afete. Ignore os olhares de reprovação, ou aqueles que dizem: “ah, se fosse me filho…”. Você conhece sua criança, e deve buscar o que é melhor para ela. Leia, busque informações sobre esta etapa, converse com quem tem filhos nesta idade, procure quem possa ajudar, crie sua técnica, e adote um mantra: “é normal e vai passar, é só manter a calma.”
• Cuidado: por mais difícil e irritante que esta fase seja, saiba que ela passa, e que a criança precisa de compreensão, portanto evite sempre os castigos físicos, os tapas, beliscões e afins. Queremos que a criança entenda que a violência não é um comportamento aceitável, portanto, não podemos resolver a situação da mesma forma que ela. Explique e negocie sempre. Se você estiver perdendo o controle, respire fundo e afaste-se. Quando sentir-se melhor, chame a criança e converse. Mas nunca deixe uma crise sem resposta, ou a criança vai se acostumar a não ter conseqüências para seus atos.
Siga as dicas e torne seu filho e sua família mais felizes! Boa Sorte!
Enviado por Jesiane M. Fernandes
Pedagoga especialista em Psicopedagogia.
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criança tem livre, e mesmo os hábitos culturais de cada família determinam quanto tempo cada criança ficará exposta à programação diária dos canais abertos ou fechados.
A mídia, por ser um produto cultural, reflete a realidade da sociedade que a produz e gera grande impacto nas mentes da população infantil, influenciando na formação de sua personalidade. Sabemos que a criança hoje, independente de sua classe social, tem uma relação intensa com a televisão, sendo ela o principal veículo de entretenimento em muitos lares. Por outro lado, ao analisarmos a programação dos canais abertos, vemos que a maioria dos programas é destinada ao público adulto. Mas o que fazer, proibir nosso filho de assistir televisão?
O mundo moderno é formado também por tecnologia e novas mídias, e não podemos negar à criança o acesso a essas fontes de informação. O problema começa quando o tipo de informação é levado ao público errado, no momento errado. Ou seja, quando nossos filhos são levados a receber informações inadequadas para sua faixa etária, como novelas, filmes adultos ou programas que apesar de classificados como infantis, desrespeitam a inteligência, sensibilidade e nível de aprendizagem de cada criança. E nem podemos dizer que a culpa é da televisão somente, pois ela ainda não funciona sozinha: nós colocamos ou permitimos que nossa criança vá até ela, e ali fique por muito tempo.
Nem sempre a criança está preparada para receber as mensagens que lhe são transmitidas. Normalmente, elas não conseguem distinguir o que é real do que é fantasia, e adoram assumir a personalidade de seus personagens favoritos, sejam eles inocentes dinossauros como o Barney ou heróis mais agressivos, como os Power Rangers. As mensagens da telinha impressionam, e muito, a criança. A televisão apresenta programas em formatos que envolvem a criança com muitos estímulos, desde os visuais e auditivos, até os de consumismo, muitas vezes exagerado. E isso não é característica somente de canais abertos. Em canais como o Cartoon Network, por exemplo, os apelos consumistas no intervalo entre os programas são evidentes e imperativos. Sem falar nos apelos para sexualidade precoce, presente nas novelas adultas e naquelas ditas infantis ou juvenis, cujos efeitos se refletem no comportamento erotizado ou precocemente adulto de muitas crianças.
Outro aspecto a ser observado, além do tipo de programação, é a freqüência com que as crianças ficam expostas à televisão. Se o tempo que ela passa em frente à TV é maior do que o contato com outras atividades, sejam elas brincadeiras ou atividades escolares, é mais um sinal de que as coisas não estão equilibradas. Alguns estudos relacionam o tempo que a criança que assiste diariamente de programação com atraso na aprendizagem, dizendo que quanto maior é o tempo de televisão, maior também é a falta de concentração, memorização e capacidade de raciocínio lógico na escola. O ideal é que nenhuma criança passe mais que duas horas de seu tempo em frente ao aparelho.
Claro que como tudo, a televisão também tem coisas boas, quando sabemos onde buscar. Podemos citar alguns bons exemplos: Discovery Kids, Baby First Tv – novo canal da Fox para bebês, Tv Cocoricó, e a excelente Tv Cultura, com uma programação especial para crianças pequenas, que podem parecer piegas e repetitivas para nós, adultos, mas que são as mais adequadas aos nossos filhos. Estes canais trazem programas educativos sem ser entediantes, com conhecimentos interessantes para os pequenos, como cores, formas, animais, letras, números, curiosidades, e até atividades artísticas, como é o caso do Canal Disney, além de trazerem conceitos e valores mais abstratos como amizade, respeito e cooperação.
Todas as etapas da educação são trabalhosas, ninguém nega. Deixar a criança assistir seus programas é muitas vezes cômodo e até necessário para muitos pais atarefados. No entanto, não podemos delegar para um veículo nem sempre confiável a tarefa de ser a única fonte de divversão para nossos pequenos, até porque essa nem é a proposta televisiva, que pretende servir como entretenimento ocasional, e não como babá eletrônica.
É necessário pesar os prós e contras desta linguagem, e utiliza-la com moderação, sem nos acomodar na poltrona, com o controle remoto na mão. Estabelecer horários e programas que podem ser assistidos traz benefícios para toda a família.
E lembre-se: mais do que os programas favoritos, as crianças vão levar como lembranças por toda a vida os passeios, viagens, idas a pracinha ou parque, os teatros, músicas e livros que lhe forma apresentados. Portanto, desliguemos a TV e vamos passear, olhar o movimento das ruas, fazer exercícios, andar de bicicleta, jogar bola, e tudo mais que torna uma criança feliz e saudável.
Enviado por Jesiane M. Fernandes
Pedagoga especialista em Psicopedagogia.
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